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25/08/1961 – Brasil – Renúncia do presidente Jânio Quadros no suposto autogolpe de 1961

Jânio Quadros renunciou à presidência do Brasil em 25 de agosto de 1961, após menos de sete meses de mandato, alegando em uma carta que “forças terríveis” o impediam de governar, mas a motivação real foi uma suposta tentativa de autogolpe, esperando que sua renúncia não fosse aceita e lhe desse mais poderes, gerando uma grave crise política que só foi resolvida com a posse de seu vice, João Goulart, sob o regime parlamentarista.
Contexto da Renúncia:
    • Data: 25 de agosto de 1961, enviando a carta de renúncia enquanto seu vice, João Goulart, estava em missão na China.
    • Motivo Declarado: Jânio alegou ter sido vencido por “forças terríveis”, mencionando esforços para a libertação do país, mas nunca as especificou, deixando um grande mistério.
  • Motivo Real (Teoria): Acreditava-se que era uma manobra política para forçar o Congresso e as Forças Armadas a lhe concederem mais poderes, um “autogolpe” que falhou.
A Crise Política:
  • A renúncia gerou instabilidade e quase levou o país à guerra civil, pois setores conservadores e militares não queriam a posse de João Goulart, visto como defensor do comunismo.
  • Para evitar o conflito, foi negociado o parlamentarismo, com Jango assumindo com poderes reduzidos, o que foi revertido por um plebiscito em 1963.
Medidas Incomuns de Seu Governo:
  • Conhecido como “o homem da vassoura”, Jânio tentou combater a corrupção com medidas morais, proibindo biquínis, lança-perfume e brigas de galo.
  • A condecoração do revolucionário Che Guevara, um comunista, irritou os militares e o isolou politicamente.
O Legado:
  • Até hoje, a renúncia de Jânio Quadros é um dos eventos mais misteriosos da história republicana brasileira, com historiadores e o próprio Jânio (anos depois) reconhecendo-a como um erro.

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