Uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou um esquema de fraudes no INSS envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, cujo valor estimado pode chegar a R$ 6,3 bilhões.
O valor de R$6,3bilhões refere−se ao montante total de descontos associativos desde a criação dessa modalidade, mas as autoridades estimam que a metade desse valor, aproximadamente 𝑅3,3 bilhões, pode ser de fato referente a fraudes ou descontos não autorizados. A PF estima que até R$ 6,5 bilhões possam ter sido desviados entre 2019 e 2024.
Detalhes da fraude:
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- O esquema envolvia, principalmente, descontos não autorizados por parte de associações e sindicatos nos benefícios dos segurados.
- Auditorias da CGU apontaram que a maioria dos beneficiários entrevistados não autorizou tais descontos.
- A operação, batizada de “Sem Desconto”, resultou no afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros membros do alto escalão do órgão em abril de 2025.
Ressarcimento e ações do governo:
- O Governo Federal tem trabalhado para ressarcir as vítimas. Até janeiro de 2026, cerca de R$ 2,84 bilhões já haviam sido pagos a mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas.
- O prazo para os beneficiários contestarem formalmente os descontos indevidos foi prorrogado até fevereiro de 2026.
- As denúncias de descontos não autorizados podem ser feitas no Portal Consumidor.Gov e na Plataforma Fala BR, da Ouvidoria do INSS.
Para ver mais sobre a operação “Sem Desconto” da Polícia Federal, no portal do Governo Federal CLIQUE AQUI
Para ver mais sobre o esquema de fraudes bilionário contra os aposentados do INSS no portal Wikipédia CLIQUE AQUI
