O assalto ao Banco do Brasil de Viamão, no Rio Grande do Sul, em março de 1970, foi uma ação notória realizada pela organização política armada de extrema-esquerda Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Durante o período do regime militar no Brasil (1964-1985), assaltos a bancos e carros-fortes eram táticas comuns de organizações guerrilheiras de esquerda. O objetivo principal dessas ações não era o ganho pessoal, mas sim a arrecadação de fundos para financiar as atividades clandestinas dos grupos, como a compra de armas, manutenção de aparelhos (esconderijos) e a divulgação de propaganda revolucionária.
O assalto em Viamão/RS ganhou destaque e teve consequências significativas na época, levando a uma intensa repressão e prisões na região, especialmente em Caxias do Sul, onde a investigação se desenrolou posteriormente.
Outros assaltos a agências do Banco do Brasil também ocorreram em 1970, como um em Contagem (Minas Gerais) e outro em uma agência carioca, ambos envolvendo militantes de grupos de esquerda como o PCBR e a ALN.
Esses eventos faziam parte da luta armada contra o regime, que visava desestabilizar o governo militar e, a longo prazo, implantar um sistema socialista no país.
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O assalto ao Banco do Brasil de Viamão, no Rio Grande do Sul, ocorreu em 18 de março de 1970. A ação foi realizada pela organização política armada de extrema-esquerda Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), como parte da resistência à ditadura militar brasileira.
Detalhes do Evento:
- Data: 18 de março de 1970.
- Responsáveis: Militantes da VAR-Palmares.
- Contexto: O assalto foi uma ação de guerrilha urbana com o objetivo de arrecadar fundos para a luta armada contra o regime militar.
- Desdobramentos: A ação teve grandes consequências na região. Um agricultor que teria transportado armas usadas no assalto foi preso em 22 de março de 1970 no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) de Porto Alegre e morreu dois dias depois, aos 53 anos, sob custódia do Estado. O evento também levou a prisões e repressão em cidades vizinhas, como Caxias do Sul.
- Envolvimento de Dilma Rousseff: A ex-presidente Dilma Rousseff era integrante da VAR-Palmares na época, mas fontes históricas e verificações de fatos indicam que ela não participou diretamente da execução do assalto em Viamão, embora o grupo do qual fazia parte fosse responsável pela ação.
