Lula vence Flávio Bolsonaro no 2º Turno do pleito eleitoral de 2026 e será, a partir de janeiro de 2027, o 40º presidente do Brasil.

Veja a matéria publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral do Brasil (TSE)
Presidente do TSE anuncia reeleição de Lula e faz balanço do 2º turno das Eleições 2026
Ministro Kassio Nunes Marques destacou a participação dos eleitores, apresentou dados da votação e abordou os desafios enfrentados durante a apuração
Com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%). O resultado foi anunciado neste domingo (25) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que parabenizou os dois candidatos pela participação no 2º turno, além dos seis governadores eleitos.
“Esta noite não pertence apenas às chapas eleitas. Ela pertence, sobretudo, à eleitora e ao eleitor brasileiros, principais protagonistas das eleições e os destinatários de todo o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral”, ressaltou o presidente.
Durante o pronunciamento, Kassio Nunes Marques ressaltou a participação popular no processo democrático. O 2º turno contou com mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar, dos quais 128,2 milhões compareceram às urnas. A abstenção ficou em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registrados no 1º turno.
O presidente também mencionou as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para facilitar o exercício do voto. Entre elas, a disponibilização de mais de 95 mil locais de votação em todo o território nacional, com o objetivo de reduzir os deslocamentos e aproximar as seções eleitorais dos cidadãos.
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Candidato vencido, Flávio Bolsonaro, busca asilo político nos Estados Unidos, após resultados das urnas
Embora tenha declarado reconhecer o resultado que deu vitória à Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro buscou asilo político nos Estados Unidos em 26 de outubro, portanto, 1 dia após as eleições.
Motivação apresentada por Flávio para solicitar asilo político

- Argumentação de perseguição política: Em carta divulgada e declarações públicas, Flávio argumenta que o pedido da Polícia Federal para a apreensão de seus passaportes ocorreu apenas sete minutos após a proclamação do resultado eleitoral. Seus defensores afirmam que as investigações criminais em andamento no Brasil têm fins políticos e visam chantagear a oposição. [1, 2]
- Entrada por vias humanitárias: Flávio Bolsonaro ingressou legalmente nos Estados Unidos utilizando uma autorização temporária chamada de Humanitarian Parole (permissão humanitária). Esse mecanismo — registrado na categoria “DT” — permite sua permanência legal em solo americano por um ano (até outubro de 2027). [1, 2, 3, 4]
- Diferença entre a entrada e o asilo: Especialistas em direito internacional reforçam que o parole recebido por Flávio é apenas uma autorização de entrada emergencial e não equivale à concessão de asilo político. Para obter o status definitivo de asilado, a defesa terá de iniciar um processo formal perante os órgãos de imigração americanos, demonstrando de forma cabal um “temor fundamentado de perseguição” por suas opiniões políticas. [1, 2, 3]
- Contexto político e aliados: A análise do caso envolve forte teor político devido à proximidade da família Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump. Embora o asilo exija uma análise técnica e jurídica rigorosa dos fatos, analistas apontam que a decisão final também passa por critérios discricionários da administração dos EUA. [1, 2, 3]
