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23/11/1891 – Brasil – Renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca ao cargo de presidente da república, vinte dias após o golpe de Três de Novembro

A renúncia de Deodoro da Fonseca, em 23 de novembro de 1891, marcou o fim de seu curto governo, resultado de graves conflitos com o Congresso, a crise econômica do Encilhamento, e o fechamento do Congresso por ele próprio, um ato autoritário que gerou a primeira Revolta da Armada, levando à sua queda e à posse de Floriano Peixoto como vice-presidente.
Contexto:
  • Proclamação da República: Deodoro da Fonseca tornou-se o primeiro presidente do Brasil após a Proclamação em 1889, liderando um governo provisório e depois o constitucional.
  • Crise Econômica (Encilhamento): Seu governo foi marcado por uma forte crise financeira, com alta inflação e instabilidade econômica.
  • Conflito Executivo vs. Legislativo: Houve intensa disputa entre o poder Executivo (Deodoro) e o Legislativo (Congresso Nacional).
Causas da Renúncia:
  • Fechamento do Congresso: Em 3 de novembro de 1891, Deodoro fechou o Congresso e decretou estado de sítio, ato visto como um golpe e que enfraqueceu seu governo.
  • Revolta da Armada: O fechamento do Congresso provocou a Revolta da Armada, liderada por militares que ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro se o Congresso não fosse reaberto.
  • Desgaste Político e Pessoal: Pressionado pela oposição, falta de apoio político e problemas de saúde, Deodoro não conseguiu sustentar o cargo.
O Ato Final:
  • Em 23 de novembro de 1891, temendo uma guerra civil, Deodoro da Fonseca renunciou à presidência em favor de seu vice, o Marechal Floriano Peixoto, garantindo a transição e evitando um colapso maior da República.

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