O “Golpe de 3 de Novembro” refere-se ao fechamento do Congresso Nacional por Marechal Deodoro da Fonseca em 3 de novembro de 1891, um ato autoritário que dissolveu o Legislativo e instituiu o estado de sítio, suspendendo direitos e prendendo opositores, o que gerou instabilidade e foi um estopim para a Revolução Federalista, marcando uma crise na República Velha.
Contexto:
- Crise Política: O primeiro presidente da República, Deodoro da Fonseca, enfrentava forte oposição no Congresso, que resistia às suas medidas centralizadoras.
- Conflito Executivo-Legislativo: Havia uma disputa acirrada entre o presidente e o Congresso, com o presidente buscando fortalecer o poder executivo contra as demandas parlamentares.
O Evento (3 de Novembro de 1891):
- Decretos: Deodoro assinou dois decretos: um dissolvendo o Congresso Nacional e outro instaurando o estado de sítio, suspendendo direitos e liberdades individuais e políticas.
- Ação Militar: Tropas militares cercaram o Congresso e prenderam parlamentares, incluindo aliados de Deodoro, como Quintino Bocaiúva.
Consequências:
- Revolução Federalista: O golpe acirrou os ânimos e foi um dos principais catalisadores para a eclosão da Revolução Federalista no Sul do Brasil.
- Renúncia: A instabilidade gerada levou à renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891, assumindo o vice-presidente Floriano Peixoto, conhecido como “Marechal de Ferro”.
Em resumo, o golpe foi um ato de força de Deodoro para se sobrepor ao Congresso, gerando uma crise que aprofundou os conflitos políticos e militares da jovem República brasileira.
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