A Regência Trina Provisória foi o primeiro governo do Brasil após a abdicação de D. Pedro I em 1831, composta por José Joaquim Carneiro de Campos, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e Francisco de Lima e Silva, atuando brevemente até a eleição da Regência Permanente, com o objetivo de estabilizar o país, conter a agitação popular e preparar para a eleição de uma regência definitiva, sendo marcada pela tensão política e perseguição a portugueses.
Contexto e Criação:
- Surgiu após a abdicação de D. Pedro I (7 de abril de 1831) para preencher o vácuo de poder, instituída por uma proclamação que anunciava a saída do imperador.
- Tinha como meta acalmar a agitação social e política, garantindo a continuidade do Estado brasileiro.
Membros (07/04/1831 – Junho/1831):
- José Joaquim Carneiro de Campos (Marquês de Caravelas)
- Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
- Francisco de Lima e Silva (Barão de Barra Grande).
Principais Ações e Características:
- Anistia: Concedeu anistia a presos políticos para abafar os ânimos.
- Restrição ao Poder Moderador: Limitou temporariamente o Poder Moderador, impedindo que os regentes dissolvessem a Câmara ou suspendessem garantias constitucionais.
- Antilusitanismo: Houve forte perseguição e conflitos contra comerciantes portugueses, com saques e invasões.
- Transição: Preparou as condições para a eleição da Regência Trina Permanente, que assumiu em meados de 1831.
Em resumo, foi um período curto e crucial de transição que tentou organizar o Estado brasileiro após a queda do primeiro imperador, enfrentando forte instabilidade e divisões políticas.
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